As conversas terminaram. As fotos foram tiradas. O coffee break foi recolhido. A equipe começa a desmontar o espaço.
O último convidado foi embora. Para quem participou, o evento acabou.
Para quem organizou, não necessariamente.
Agora começam outras tarefas: desmontagem, conferência do espaço, notas fiscais, pagamentos, documentos, feedbacks, fechamento do orçamento e aquela pergunta inevitável:
“O que precisamos lembrar para o próximo?”
É por isso que um bom pós-evento corporativo não deveria ser tratado como um detalhe administrativo.
Ele faz parte do próprio evento.
E, para quem contrata diversos fornecedores, talvez seja justamente nessa etapa que fique mais claro quem entregou apenas um serviço e quem realmente atuou como parceiro.
1. A desmontagem também faz parte da entrega
Imagine que o evento terminou às 18h.
Sua equipe está exausta. O escritório precisa estar funcionando normalmente na manhã seguinte.
Ou, em uma feira, o pavilhão determinou um horário específico para desmontagem e retirada de materiais.
Nesse momento, o trabalho não pode simplesmente parar porque os convidados foram embora.
Mesas precisam ser recolhidas.
Equipamentos precisam ser retirados.
Louças e materiais precisam ser conferidos.
Resíduos precisam ser organizados.
O espaço precisa ser devolvido nas condições combinadas.
Em feiras e convenções, isso pode envolver ainda regras específicas do pavilhão, horários de acesso, credenciais e diferentes fornecedores desmontando simultaneamente.
Uma boa operação já pensa nisso antes do evento começar.
Quem monta também precisa saber como, quando e por onde vai desmontar.
O pós-evento começa, curiosamente, ainda no planejamento.
Esse é um dos motivos pelos quais recomendamos pensar na operação completa quando você estiver organizando o catering para grandes feiras e convenções, e não apenas no que acontecerá enquanto os convidados estiverem presentes.
2. O evento acabou. Agora começa a papelada.
Para quem trabalha em Marketing, RH, Facilities, Compras ou Eventos dentro de uma empresa, essa cena provavelmente é familiar.
Nos dias seguintes começam a chegar:
“Você recebeu a NF?”
“O fornecedor já mandou o boleto?”
“Qual centro de custo?”
“A PO foi aprovada?”
“Esse valor está igual ao orçamento?”
“Quem precisa dar o aceite?”
A experiência de um evento corporativo não termina completamente até que a parte financeira também esteja encerrada.
Isso se torna ainda mais importante em empresas maiores e multinacionais.
Dependendo da organização, o processo pode envolver pedido de compra, P.O., aprovação interna, emissão da nota fiscal no momento correto, documentos complementares, cadastro de fornecedor e diferentes prazos de pagamento.
Um erro aparentemente pequeno pode fazer uma nota voltar.
E então começa o retrabalho.
O financeiro entra em contato com o contratante.
O contratante procura o fornecedor.
O fornecedor corrige o documento.
O documento volta para aprovação.
Algo que deveria estar encerrado continua ocupando espaço na agenda dias ou até semanas depois.
Por isso, um bom pós-evento corporativo também passa por entender antecipadamente como aquela empresa precisa receber a documentação.
3. A nota fiscal deveria fechar uma etapa, não começar outro problema
Imagine terminar uma convenção que levou semanas para organizar.
Tudo correu bem.
Na segunda-feira seguinte, você finalmente sente que pode voltar às suas outras responsabilidades.
Até chegar uma mensagem do Financeiro:
“A nota está errada.”
Pronto.
O evento voltou.
Esse tipo de fricção parece pequeno quando observado isoladamente, mas é exatamente o tipo de tarefa que aumenta a carga de quem organiza eventos dentro de uma empresa.
Por isso, informações como razão social, CNPJ, descrição necessária na NF, P.O., prazo para faturamento e procedimento para envio deveriam, idealmente, estar alinhadas antes.
Para contas recorrentes, melhor ainda se o fornecedor já conhecer esse processo.
O objetivo é simples:
quando o evento termina, queremos diminuir a quantidade de assuntos que voltarão para a mesa do contratante.
Essa lógica vale também durante o planejamento. No nosso guia sobre como organizar um evento corporativo sem esquecer etapas importantes, falamos justamente sobre a importância de entender previamente orçamento, fornecedores e tudo aquilo que pode gerar uma surpresa no final.
4. Fechamento financeiro: o orçamento previsto bateu com o realizado?
O evento custaria R$ 50 mil.
Custou R$ 50 mil?
Ou R$ 54 mil?
Se houve diferença, por quê?
Talvez o número de convidados tenha aumentado.
Talvez tenha sido necessária uma hora adicional de equipe.
Talvez um serviço extra tenha sido solicitado durante o evento.
Isso não significa necessariamente que houve um problema.
Eventos mudam.
Mas a diferença entre previsto e realizado deveria conseguir ser explicada com clareza.
Um bom fechamento financeiro responde perguntas como:
- Qual era o valor inicialmente aprovado?
- Houve alguma alteração de escopo?
- Quais adicionais foram solicitados?
- Quem aprovou essas alterações?
- O valor faturado corresponde ao que foi efetivamente entregue?
- Existe alguma pendência?
- O evento está financeiramente encerrado?
Esse acompanhamento é particularmente importante para quem organiza vários eventos durante o ano.
Sem ele, pequenas diferenças vão se acumulando e fica difícil entender quanto cada tipo de evento realmente custa.
E esse histórico pode ser extremamente útil na hora de montar o orçamento do próximo ano.
5. Um bom pós-evento corporativo também pergunta: o que podemos aprender?
O evento aconteceu.
A operação funcionou.
Agora existe uma oportunidade que muitas empresas e fornecedores desperdiçam:
parar por alguns minutos e aprender com o que acabou de acontecer.
O coffee break funcionou bem naquele espaço?
Houve muita sobra de algum item?
Alguma opção acabou muito rápido?
O intervalo tinha tempo suficiente?
A localização das estações funcionou?
Os convidados tinham alguma restrição que não havia sido prevista?
Houve algum gargalo?
A equipe recebeu algum elogio?
Existe alguma coisa que faríamos diferente da próxima vez?
O objetivo do feedback não deveria ser simplesmente perguntar:
“De 0 a 10, você gostou?”
Uma nota pode ser útil.
Mas uma conversa de cinco minutos muitas vezes revela muito mais.
Por exemplo:
“Da próxima vez, vamos colocar o café em dois pontos porque a entrada da sala concentra muita gente.”
Ou:
“A opção vegetariana teve uma saída muito maior do que esperávamos. No próximo evento, podemos aumentar essa proporção.”
Ou ainda:
“O serviço começou cedo demais porque a palestra atrasou. Na próxima edição, vamos deixar uma janela maior para ajustar.”
Esse tipo de informação transforma cada evento em aprendizado para o próximo.
Não por acaso, guias profissionais de organização de eventos tratam a avaliação, a desmontagem, a prestação de contas e o relatório final como parte do pós-evento, e não como atividades desconectadas da realização.
6. O próximo evento deveria começar de onde o anterior terminou
Agora imagine outra situação.
Sua empresa realiza seis treinamentos por ano no mesmo escritório.
No primeiro, você explica tudo:
Quantidade de pessoas.
Entrada de fornecedores.
Elevador.
Horário de montagem.
Preferências de cardápio.
Restrições.
Dados para emissão de NF.
Onde fica o apoio.
Como funciona a P.O.
No segundo evento, explica tudo novamente.
No terceiro, novamente.
No quarto…
Em algum momento surge a pergunta:
por que estamos recomeçando do zero toda vez?
É aqui que o pós-evento corporativo começa a deixar de ser apenas fechamento e se transforma em relacionamento.
Um fornecedor recorrente deveria acumular conhecimento.
“Aquele cliente prefere duas estações de café.”
“A montagem precisa terminar até as 7h30 porque o elevador fica congestionado depois.”
“Eles normalmente têm cerca de 10% de opções vegetarianas.”
“O Financeiro precisa que o número da P.O. apareça dessa forma.”
“Na última convenção, aquele item teve muita procura.”
Quanto mais informações úteis são preservadas, menos decisões o cliente precisa tomar novamente.
E mais fácil se torna o próximo evento.
O valor do histórico aparece quando alguma coisa muda
Essa continuidade também ajuda em situações inesperadas.
Imagine que sua empresa precise organizar uma reunião importante com pouca antecedência.
Se o fornecedor já conhece o espaço, os processos, as preferências e a operação, há muito menos informação para descobrir.
Não significa que nenhuma confirmação será necessária.
Significa que não estamos começando com uma página em branco.
É uma diferença importante entre contratar alguém para executar um evento e construir uma parceria com alguém que começa a conhecer a sua empresa.
Para quem realiza eventos com frequência, esse conhecimento acumulado pode representar menos reuniões, menos e-mails, menos idas e vindas e decisões mais rápidas.
O melhor pós-evento é aquele que reduz trabalho no próximo
Existe uma tendência natural de concentrarmos quase toda a atenção no grande dia.
Faz sentido.
É quando os convidados estão presentes e quando tudo precisa funcionar.
Mas uma boa operação tem três momentos:
antes, durante e depois.
Antes, planejamos.
Durante, executamos e resolvemos.
Depois, encerramos, aprendemos e registramos.
O próprio Guia de Eventos da Rede Federal, disponibilizado pelo Ministério da Educação, trata atividades como desmontagem, entrega do espaço, prestação de contas, avaliação e documentação como parte do processo de pós-evento.
Isso ajuda a lembrar de algo simples:
o último convidado ir embora não é o mesmo que o evento estar encerrado.
Parceiro não é apenas quem aparece no dia
Para nós, existe uma diferença importante entre entregar catering e cuidar de uma conta corporativa.
Entregar o catering é fundamental.
A comida precisa estar boa.
A apresentação precisa estar impecável.
A equipe precisa estar preparada.
O horário precisa ser respeitado.
Mas a experiência do contratante continua depois.
O material foi recolhido?
O espaço ficou organizado?
A documentação foi enviada corretamente?
O faturamento está claro?
Alguma coisa precisa ser corrigida?
Existe algum aprendizado importante para o próximo evento?
Tudo isso também influencia a sensação que fica sobre aquele fornecedor.
Porque, no final, quem organiza eventos corporativos não está procurando apenas alguém capaz de fazer um evento dar certo.
Quando existe recorrência, está procurando alguém capaz de fazer com que o próximo dê ainda menos trabalho.
Na Buffet Família Conesa, acreditamos que um bom pós-evento corporativo encerra o que precisa ser encerrado e preserva aquilo que pode facilitar a próxima experiência.
Se sua empresa realiza reuniões, treinamentos, feiras, congressos, convenções ou outros eventos corporativos em São Paulo, converse com a nossa equipe.
Queremos entender não apenas o que você precisa servir no próximo evento, mas como podemos tornar todo o processo mais simples, do planejamento ao último documento depois que os convidados forem embora.